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Não controlamos o tempo

  • Foto do escritor: Nayara Ranielle
    Nayara Ranielle
  • 11 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

As vezes queremos controlar o tempo, fazer com que ele aja não apenas ao nosso favor, mas que ele se dilate.


Em um dia queremos fazer mil e uma atividades que não cabem dentro das 24horas.



Há uma pressão social constante para sermos os melhores em tudo, em estarmos mais capacitados ao mercado de trabalho, e isso vem desde a infância, quando colocamos os filhos para fazer tantas atividades diariamente, que não sobra tempo para a brincadeira livre.


Desde criança, a uma formação social tão voltada para a construção financeira e para o status, que ao menos sabemos identificar o que sentimos ou pensamos a respeito das situações que passamos.


Muitas vezes abrimos mão de sonhos e da nossa individualidade, e seguimos, passando pelas experiências, como uma obrigação a ser cumprida, mais um fazendo o que todos fazem. Não buscamos moldar a nossa rotina ao tempo que temos. Não respeitamos a nossa realidade, muito menos nosso corpo. Simplesmente buscamos fazer as horas do dia se adaptarem a nossas obrigações.


Mas com o decorrer do tempo, a idade avança, a exaustão chega, e ao nos perguntarmos "por que tenho feito tudo isso da minha vida?" muitas vezes descobrimos que não tínhamos um propósito, ou que a gente mudou mas permanecemos fazendo o mesmo de sempre, estava tudo no automático.


E o que muitos não conseguem enxergar é que a nossa construção começa de dentro para fora, e reflete em todos os âmbitos da vida, aprendermos a construir no processo. Do que adianta caminhar todo dia e não apreciar a vista? Não saber usar das pedras como escadas para chegar aos objetivos mais altos?

É isso que a psicoterapia vem nos ensinar, que não controlamos o tempo. E que não se trata do quão comprimido ele parece estar, mas de como eu o utilizo. Tempo de qualidade, de forma realística, a favor dos meus objetivos, desconstruindo crenças disfuncionais que nos limitam e paralisam na realização dos nossos objetivos.

A escrita na primeira pessoa do plural foi proposital. Não é apenas uma psicóloga que vós fala, é um ser humano, que também realiza psicoterapia, que já tentou dilatar o tempo do relógio, e hoje tenta diariamente, construir com tempo de qualidade e propósito.


Psicóloga Nayara Ranielle

CRP 09/16705

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